segunda-feira, junho 26, 2006

Dica de leitura - Jornalismo Brasileiro

A obra Jornalismo Brasileiro de José Marques de Mello acima de tudo mapeia a "grande praça pública" do país que é o jornalismo. O conjunto de ensaios do autor nos dez anos que antecederam a publicação discorre sobre a identidade do jornalismo brasileiro, jornalistas importantes como Hipólito Costa, Rui Barbosa e Octávio Frias e também discorre sobre a convergência das tendências jornalísticas e o papel do Brasil nesse ambiente de pluralidade. Essa primeira parte, chamada "Itinerários", também faz uma faz uma breve retrospectiva sobre o fenômeno jornalístico desde a chegada da imprensa no país com a Corte de D. João VI, em 1808, até os dias de hoje. A segunda parte, "Evidências", aborda com clareza o jornalismo esportivo, o radiojornalismo, o telejornalismo, o artigo científico, a entrevista jornalística e a mulher-jornalista. Na terceira parte, "Polêmicas", o autor critica a exclusão midiática, aponta a importância da livre produção e circulalção de informações e demonstra a necessidade de se educar para evitar a perda atual de leitores que em muito contribui para a crise sobretudo do jornal impresso. Uma ótima leitura para jornalistas, estudantes e interessados na área de comunicação e mídia.

sábado, junho 24, 2006

Tempo de Transformações

Com o boom tecnológico vivenciado no século XXI, como já expressado em um post anterior, o jornalismo tem ganhado novas áreas de atuação e grandes mudanças vem por ai. Vamos por partes. O jornalismo escrito é o que mais se destaca no meio digital. Já são inúmeras páginas de informação na internet atualizadas de segundo em segundo. O jornalismo visual, conhecido através da TV, também já tem invadido a rede transmitindo matérias, apesar de em geral serem as mesmas da televisão, ainda tem muito a se desenvolver apontando como dificuldade a lentidão de grande parte da transmissão de dados na web. Já o rádio-jornalismo tem se desenvolvido com grande êxito. Apoiado na transmissão das rádios via internet. Mas o que tudo isso muda para o profissional?
Primeiramente o jornalista terá que se adaptar a toda essa nova tecnologia, saber lidar com o computador é fundamental. As emissoras terão que rever e inovar na sua forma de faturamento. Poderá se vender a programação ao ouvinte-internauta, no caso das rádios, ao até mesmo o seu conteúdo como já vem realizando portais como globo.com.
A supersaturação de informação oferecida pela internet é outro ponto com que o jornalista terá que lidar. Para enfrentá-las nada melhor do que credibilidade.
Herótodo Barbeiro em seu livro Manual de Radio-jornalismo aponta que "as programações serão delineadas em hard news e grandes fóruns públicos de debates. Tema específicos ou jornais serão debatidos com a participação de especialistas de um lado e ouvinte de outro." Com isso, abre-se a possibilidade de uma programação mais formativa do que informativa, mais qualitativa do que quantitativa - saída para o boom de informações muitas vezes ignoradas. Assim, irá se exigir dos jornalistas da web capacidade de raciocínio histórico-sociológico para explicar origens e fatos sociais cotidianos e sua inserção no contexto histórico onde ocorrem. A preparação dos profissionais deverá ser provida de conhecimento histórico, de métodos de análise sociológica, de espírito crítico e muito mais abertos ao contraditório.
Com a morte do velho esquema "eu falo e você escuta" ou sua variações - eu escrevo você lê - diálogo com o público-alvo, no qual a cumplicidade e busca do interesse comum, será essencial. A interatividade será a palavra lei. E com isso, o receptor tende a ser cada vez mais exigente.
Cabe lembrar que a nova economia exige meios de comunicação mais eficientes, autônomos tendendo a internet englobar as formas de comunicação conhecidas para o computador - apesar de muitas discordâncias sobre esse fenômeno. Este se dará de modo lento e gradual. O novo sistema tenderá a englobar o velho, nascer de suas entranhas e cresce até deixar o antigo completamente obsoleto e inadequado as novas necessidade. Tem-se um período bastante conturbado nos meios comunicacionais. Uma coisa é certa, o jornalista terá que se manter antenado as mudanças e ser flexível. Nada mais certo do que Albert Einstein, o que delimita nosso mundo é o tempo, e não o espaço. Tempo de Transformações.

Os sete pecados e os dez mandamentos da imprensa

Paul Johnson

Os Sete Pecados

1. Distorção. Deliberaada ou inadvertida, é muito comum e pode assumir
várias formas
2. Culto das falsas imagens. É a forma mais comum de distorção na televisão.
3. Invasão da privacidade. É o pecdo mais pernicioso da mídia do nosso tempo.
4. Assassinato de personagem. A mádia é uma arma carregada quando dirigida com hostilidade.
5. Exploração do sexo. A obscenidade nunca foi empregada de modo tão inescrupuloso.
6. Envenenamento das mentes das crianças pelo que elas vêem, escutam e lêem.
7. Abuso de poder. O dito de que todo poder tende a corromper aplica-se
tanto à mídia quanto à política


Os Dez Mandamentos


1. Desejo dominante de descobrir e contar a verdade.
2. Os jornalistas devem pensar nas conseqüências do que dizem,
3. Contar a verdade não é o bastante. Pode ser perigoso sm julgamento formado.
4. Os jornalistas devem possuir o impulso de educar.
5. Os que dirigem os meios de comunicação devem distinguir opinião pública de opinião popular.
6. Disposição para liderar. O poder requer responsabilidade e responsabilidade significa liderança.
7. Mostrar coragem. É a virtude que mais falta na mídia.
8. Disposição em admitir o erro. A livre aceitação do erro é a melhor prova de senso de honra.
9. Eqüidade geral. Jornais justos chamam atenção a quilômetros de distância, porque são raros.
10. Respeita e honrar as palavras. Elas são inseparáveis da verdade.

Como um dos últimos post seria interessante traçar como o profissional de jornalismo deve se portar. Assim, através dessa lista de Paul Johnson, extraida do livro "Manual de Radiojornalismo" de Heródoto Barbeiro e Paulo Rodolfo de Lima, espera-se reforçar a imagem de um bom jornalista.


quinta-feira, junho 15, 2006

Entrevista para o Estudante [ATUAL]

Entrevista com Carlos Alberto de Carvalho, graduação e mestrado em Comunicação Social pela UFMG, tendo já trabalhado como jornalista free-lancer para o extinto Jornal de Casa, atuou na área de assessoria de comunicação, hoje ocupa a Diretoria de Ocupação Profissional do Sindicato dos Jornalistas e dá aulas na Fafich para o curso de Comunicação, sendo professor desde 1991.
Por Camila Jacob

Jornalismo [ATUAL]:
Qual o perfil básico jornalista de hoje?
Carlos Alberto: Até o final da década de 80, havia uma divisão do jornalismo. Existia o reporte, que é entendido como sujeito do dia a dia, aquele que vai pra rua, e busca a informação, e aquele profissional de dentro da redação (copy desk), que cuidava de produzir o texto, fruto de um trabalho investigativo realizado pelo repórter, ou apenas ajeitá-lo, caso tivesse sido inicialmente traçado pelo repórter. De lá pra cá este perfil se altera, o jornalista passa a ser agora a pessoa que não somente dá conta de buscar a informação (encontrar o dado e leva-lo para a redação) como terá também que redigi-lo e editá-lo, entregando o texto prontinho para a impressão. Desapareceu a profissão de copy desk, o repórter de ontem se funde hoje no repórter, redator, editor e copy desk. É interessante observar que a função de editor sempre foi um pouco política (ele tem contato com a cúpula administrativa e faz o meio de campo mais político, decidindo se o tom do texto vai agradar ou desagradar aos donos de jornais ou aos grupos de poder ligados a eles). Hoje o editor continua mais ou menos preservado em sua função política, mas não mais na função de estética texto.

J.[A]: Devido a isto você acredita que houve uma redução no mercado de trabalho?
C.A.: Claramente sim, mas na verdade há uma razão econômica para isto. Na medida em que o jornalismo foi se enveredando em uma crise (no caso brasileiro, a ausência de leitores), ele se viu na necessidade de condensar as diversas atividades em uma única figura, pois assim eliminava uma série de profissionais (copy, algumas funções de editoria, mais estéticas que de política, e claro, foi se eliminando algumas hierarquias).

J.[A]: Esta redução aconteceu apenas no jornalismo escrito?
C.A.: Não só, mas também no rádio e tv. O que ocorreu é o seguinte: Com certeza se tem, proporcionalmente, ao número de veículos hoje disponíveis, tanto nas mídias impressas, rádio, TV e eletrônicas um número mais reduzido de profissionais se comparado com o passado, agora do ponto de vista absoluto, vc tem mais gente empregada, pois há mais postos de trabalho.
O campo que mais emprega jornalistas hoje é o da assessoria de impressa e de comunicação, a expansão neste campo foi muito significativa, de modo que a gente pode chegar naquela hipótese de que há mais jornalistas empregados. Só que proporcionalmente ao número de veículos há menos gente empregada, até porque temos que considerar o aumento da população brasileira e aumento da oferta de mão de obra.

J.[A]: Estes jornalistas que estão se formando, estão prontos para atuar?
C.A.: Não necessariamente, tanto agora quanto antes. Há um mito de que o jornalista sai da faculdade sem preparo, mas que preparo é este? Preparo para todo tipo de manuseio e questões de dia a dia nenhuma profissão vai oferecer. A questão é decorrente da maior oferta de cursos, assim, há uma popularização, e no meio disto há pessoas que nunca vão dar conta de fazer jornalismo, porque faltarão a elas, sempre, cultura, capacidade de escrita, etc.

J.[A]: Quais as características que o profissional deve possuir para se encaixar no mercado?
C.A.: Texto dentro das regras jornalísticas. A característica é de um profissional com habilidade de recolher dados, produzir notícias, e fazer com que elas saiam da tela direto pra oficina gráfica. O jornalista agora sai pra rua sabendo que têm tantos toques para cumprir.

J.[A]: E a questão do dinamismo, é prioritária?
C.A.: Existe um mito de que o jornalismo é dinâmico, eu acho que não, acho que o jornalismo é estressante. Não se deve confundir correria pra cumprir várias pautas com dinamismo, é um equivoco, um perigo. O profissional tem que ser intelectualmente preparado, instigado, a dinâmica foi substituída pela correria, não se pode dizer que o dinamismo é cumpri as várias pautas, isto é afobação, correr o risco de fazer mal feito. O dinamismo está em lidar com temas distintos, e traduzi-los para o público, mas, refletindo sobre a qualidade do trabalho, e antes de fazer a matéria ter tempo para se preparar, a dinâmica está na possibilidade de você não somente cumprir tarefas, mas de poder refletir sobre elas.

J.[A]: Pra entrar no mercado de trabalho hoje tem que ter QI (quem indica)?
C.A.: Esta é outra espécie de mito. É evidente que como em toda profissão um empurrãzinho é fundamental, então se você tiver alguém que indique ótimo! Mas acredito que este Quem Indica é você se indicando. Na perspectiva de que se você tem a vontade e objetivo de trabalhar você vai cavar seus espaços.

J.[A]: Como você avalia o mercado de Minas?
C.A.: Não tem se expandido muito nos últimos tempos, mas tem as mesmas mazelas do mercado brasileiro, com o mesmo tipo de restrição, mas ao mesmo tempo com as mesmas possibilidades. O fundamental a se pensar é que apesar das crises quem se prepara adequadamente, busca e se interessa, não vai ficar a mercê do mercado.

J.[A]: O que o aluno deve procurar dentro da faculdade pra sair bem formado?
C.A.: Tomar cuidado com os estágios que são oferecidos e que não oferecem condição de aprendizado. Trabalhar nas disciplinas técnicas com o cuidado de saber que o aprendizado técnico da faculdade não corresponde a especificidade e à lógica de cada veículo com o qual se irá trabalhar depois, e, sobretudo pensar que é preciso buscar conhecimentos fora da técnica jornalísticas, ex: estude política caso você queira trabalhar com cobertura política.

J.[A]: Os jornais populares, como o Super e o Aqui, são uma saída para a crise dos jornais impressos ou são um modismo?
C.A.: Corre o risco de serem um modismo, assim como os hipersensacionalistas do passado, e que morreram. Estes jornais podem cansar, mesmo que durem 5 ou 10 anos. É importante observar que os estilos não desaparecem instantaneamente, podem ser aperfeiçoados. O algo positivo deste modelo é aumentar o número de leitores, que é sempre importante, formando uma cultura de leitura de jornais.

J.[A]: O que é o ombudsman?
C.A.: É a tradução do ouvidor do povo, ele tem a função primeira de recolher o que os leitores estão observando no produto jornal, os deslizes gramaticais e éticos, aquilo que consideram que não foi uma cobertura bem feita, e a partir ficará o ombudsman responsável por dar um retorno a estes leitores. Mas ao lado disto o ombudsman tem a função de criticar internamente o jornal, nessa função de crítica interna, junto às observações dos leitores ele vai traçando as falhas do jornal.

J.[A]: Ele é um regulador?
C.A.: Não porque ele não pode chegar lá e mudar, mas ele irá produzir internamente uma crítica aos jornalistas e uma coluna semanal em que resume as críticas ao corpo redacional, tornando-as públicas aos leitores comuns.

sexta-feira, junho 09, 2006

Jornalismo e Mercado


Por Andréa Miranda da Silva

O mercado brasileiro de jornalismo movimenta-se no sentido de forte competição. Não apenas no caso de veículos impressos como também nos eletrônicos. Nesta competição os veículos estabelecem as mais diversas estratégias de ação que têm como pressuposto a segmentação e a diferenciação em relação aos concorrentes.
A concorrência entre veículos jornalísticos não é, em si, um fato novo, mas o que atrai atenção é o acirramento desta competição em anos recentes. Isso pode ser constatado pelos seguintes indicadores:
1 - surgimento de novos canais de televisão por assinatura;
2 - aumento da oferta de novas revistas semanais, quinzenais e mensais;
3 - aumento da oferta de novos jornais;
4 - especialização da programação jornalística de emissoras de rádio e de televisão por assinatura, e também de jornais e revistas;
5 - oferta de novos serviços de informação, impressa ou via internet, por empresas jornalísticas;
6 - intensificação da cobertura regional por veículos nacionais;
7 - intensificação da cobertura local por veículos regionais.
Tudo isso amplia as possibilidades de escolha da audiência, seja de meios impressos, seja de meios eletrônicos.
Nesta ampliação da oferta de produtos e serviços jornalísticos e, por extensão, na concorrência que se intensifica, observam-se estratégias de marketing que vão desde o acoplamento de produtos diversos no produto jornalístico impresso, dos tipos fitas de vídeo, enciclopédias, livros, CDs etc., até a redução de preços.
Ao mesmo tempo, na televisão, telejornais disputam audiência com programas não jornalísticos e as emissoras de rádio buscam audiência através de publicidade. Por outro lado, a especialização dos veículos, impressos e eletrônicos, é incrementada na procura e consolidação de nichos de mercado, e pelo menos duas novas formas de informação, serviço e auto-ajuda, são cada vez mais privilegiadas. Concorrentes também disputam leitores via busca de colocação mais rápida do produto no mercado.
Como qualquer ramo da atividade econômica, o jornalismo está sujeito às leis do mercado. Uma direção que este mercado toma é a oligopolização, que apresenta concorrência interna pela natureza deste ramo. Ao mesmo tempo, o jornalismo, também por sua natureza, é uma atividade que permite a atuação política-ideológica mais intensa, já que forma a opinião pública.
Neste sentido, há possibilidade de mostrar-se como um oligopólio de consenso em determinadas posições políticas. O jornalismo, enfim, é o resultado de uma combinação entre interesses políticos e econômicos. Ele tem um papel institucional, mas também é um negócio.

SCHUCH, H. A. Jornalismo e ambiente econômico competitivo. In: CONGRESSO DA INTERCOM, 20., 1997. Anais... Santos: Intercom, 1997.

sexta-feira, junho 02, 2006

Era uma vez um repórter...


Por Andréa Miranda da Silva

Uma consulta ao Aurélio define assim o repórter: "pessoa que noticia ou informa pelos jornais".
As qualidades necessárias a um repórter já são demasiadamente conhecidas. Basta consultar um desses jornais que saem às vésperas dos vestibulares. Lá encontram-se definições interessantes, como: o repórter deve ter espírito de aventura, muita curiosidade etc.
Uma boa definição para repórter foi dada por um velho jornalista: é um profissional da fofoca. E talvez ele tenha razão. Foi “investigando” que repórteres deram grandes furos e mudaram o rumo da história. Um exemplo clássico é o caso Watergate. Outro, mais próximo, é o caso Collorgate. E assim, à definição tradicional, pode-se acrescentar mais esta: repórter é todo indivíduo cuja profissão é ouvir para contar adiante.
Um exame preliminar de qualquer estudante sobre o que fazer na vida implicaria, se ele optasse pelo jornalismo, na resposta a uma questão fundamental: para quê?
Jornalismo é, sobretudo, uma profissão de caráter social. A notícia é um fato social do qual o jornalista só é protagonista em casos excepcionais. É dever ético do jornalista se informar e divulgar a informação da maneira mais isenta possível.
Porém, é importante ressaltar que muitas vezes os fundamentos éticos e morais da profissão podem ser ocultados pelo predomínio dos interesses de empresa no trato da informação.
O que diferencia o repórter de televisão? Ele deve ter a mesma formação de qualquer outro repórter, mas o telejornalismo tem algumas particularidades. Um bom repórter de jornal, por exemplo, não terá necessariamente o mesmo desempenho na tevê. Repórteres de veículos impressos precisam, para trabalhar na tevê, ter consciência de que imagem é informação.
Se, no jornal impresso, repórteres aprendem a se orientar diante de um acontecimento para organizar melhor as informações, na tevê esse entendimento tem que validar-se nas cenas mostradas. A necessidade de síntese é muito maior e o processo é mais seletivo. Além disso, o resultado do trabalho não depende apenas do repórter, mas de toda uma equipe.

Dica de Leitura


Por Andréa Miranda da Silva

Após a publicação do livro “Manual de Sobrevivência na Selva do Jornalismo”, Luiz Antonio Mello rememorou as questões e dificuldades presentes no começo da carreira de todo jornalista. Por isso, decidiu publicar outro livro “Jornalismo na prática”, abordando a prática cotidiana da profissão, alertando seus leitores para erros comuns e abordando soluções eficientes para situações problemáticas.
Além disso, no decorrer da obra ele aponta também as dificuldades que uma educação deficiente em história contemporânea e, principalmente, português e redação representam para os futuros profissionais. Por seu caráter eminentemente didático, o livro é voltado principalmente para estudantes de jornalismo ou para profissionais recém-formados.
Para realizar o livro, o autor entrevistou diversos colegas de profissão, de várias gerações, além de professores presentes desde a fundação das primeiras escolas de Comunicação no país. Releu livros, reviu filmes, mas aponta que seu principal guia foram as opiniões de estudantes universitários, que lhe mostraram o rumo a seguir. "Fiz uma verdadeira peregrinação por campus de faculdades", afirma.

Jornalismo na Prática - Luiz Antonio Mello
Tech & Media Comunicação Integrada
172 páginasR$ 47,50

terça-feira, maio 23, 2006

Sensacionalismo barato. Muito barato!

O que de fato apresentam os jornais em tablóides que têm garantido grandes vendagens
Por Adriana Mitre

Os jornais em formato tablóide que vêm sendo rotulado popular pelo baixo preço apresentam questionamentos a serem considerados. Por apenas vinte e cinco centavos, o “Super” e o “Aqui” vêm alcançando índices de vendagens enormes e acabam adotando um ideário distorcido de democratização da informação.
Entretanto, é importante ressaltar o que de fato é veiculado nestes jornais. Há uma super exploração de notícias sensacionalistas que basicamente compõe matérias de polícia e esportes. Pessoas famosas, colunas sociais e horóscopos nunca faltam, assim como belas mulheres, que sempre posam na folha de rosto destes tablóides.
O que chama atenção de grande parte da população não é somente o conteúdo. Os jornais promovem sorteios em que há a distribuição de vários prêmios que varia desde panelas e cestas básicas a apartamentos ou encontros com o Padre Marcelo Rossi. Além disso, o jornal oferece espaço para que leitores anunciem a procura por emprego ou contem suas “tristes” histórias de vida.
Quanto à informação necessária ao cidadão que queira compreender o panorama político, possuir maior profundidade e abordagem de acontecimentos recentes, os jornais “populares” de fato não o suprirá. Afinal, as notícias veiculadas são pequenos resumos de matérias já prontas de outros jornais e, quase nunca, há a divulgação de um conteúdo completo.
Além da economia de jornalistas próprios na produção destes jornais, outro elemento importante contribui para a pechincha do preço dos mesmos: a publicidade. Praticamente metade destes tablóides é composta por anúncios de produtos e empresas. A poluição visual é muita, tanto que várias notícias se perdem entre as propagandas.
A linguagem utilizada tanto no “Super” quanto no “Aqui” é bem simples. Os títulos deixam de ser fortes e impactantes para tornarem-se trocadilhos e chamarem mais a atenção do público alvo, ou seja, a população de classe baixa.
Não se sabe até quando a moda dos tablóides vai continuar e se o preço permanecerá o mesmo, mas é fácil considerar que as “informações” publicadas por estes não substituirão às de jornais como o “Estado de Minas”. Enquanto as tiragens diárias aumentam, só nos resta torcer para que a população não se acomode com as reduzidas matérias, com o entretenimento ou com a polêmica sensacionalista. Que ela tenha acesso à informação de qualidade e, quem sabe, ao formato tablóide em outros jornais: afinal, se tem algo a ser considerado é a maior praticidade e a maior facilidade do manuseio dos tablóides.

terça-feira, maio 16, 2006

Extr@! Extr@!


Por Bruno Fonseca
“Há tempos se prevê que os jornais convencionais, impressos em papel, ganharão versões eletrônicas exibidas em telas portáteis. Esse projeto com ares futurísticos está, pode-se dizer, deixando de ser futuro.”


A revista Veja de 10 de maio de 2006 trouxe, em sua seção de tecnologia, uma matéria acerca de mais uma inovação tecnológica de fazer inveja a qualquer ficção científica: jornais exibidos em telas eletrônicas portáteis do tamanho de um tablóide convencional. Conhecidos como e-readers, são produzidos com papel eletrônico ou e-paper, reunindo milhões de cápsulas microscópicas que, ao serem ativadas por uma corrente elétrica, movimentam pigmentos em seu interior criando a imagem.

O papel eletrônico permite não só uma leitura mais confortável devido a sua flexibilidade e praticidade mas também abre um leque de interatividade e opções variadas ao usuário, a exemplo da possibilidade de se fazer anotações com canetas semelhantes a dos palms no próprio jornal. Na Bélgica já se encontra o De Tijd, especializado em economia, que entregou telas portáteis a 200 dos seus assinantes.

Mais do que um simples capricho tecnológico o papel eletrônico representa a possibilidade de se romper com toda uma história de convivência do ser humano com a escrita no papel. O peso de tal mudança pode ser tão grande que exigiria uma reestruturação nos aspectos mais significativos do cotidiano como conhecemos, como a existência do jornal impresso.

Se uma das características do progresso tecnológico contemporâneo é a sobrecarga de informações e falta de tempo para assimilá-las, o e-paper poderia representar uma alternativa que conjugasse a atratividade da internet, praticidade do papel, dinâmica da informação on-line e interatividade para se definir quais informações se quer receber.

Por um lado temos então a oportunidade de inserir uma nova tecnologia de comunicação na sociedade, que poderia até “resgatar” os leitores de jornais, mas por outro temos a pressão que tal tecnologia exerceria sobre quem demorasse mais a se adaptar ao novo sistema. E assim é feita a história das evoluções, e revoluções (e convulsões) tecnológicas: quem não se adapta encara a seleção da pior maneira. É nessa encurralada que está o jornal impresso nos dias atuais, seja nos países mais desenvolvidos tecnologicamente onde o jornal papel disputa com versões eletrônicas, seja nos países periféricos onde ele perde importância para a televisão e para a internet, comparativamente mais atrativas na era da imagem, praticidade e interação.

No Brasil aguardamos uma nova “cara” do jornal Folha de São Paulo, vemos a explosão de mini-jornais em tablóides e o sucesso de blogs interativos. Percebe-se claramente que o jornal impresso tenta oferecer alternativas que o mantenham no mercado, resta agora ver que rumo tomará e como irá se adaptar às novas tecnologias, e que efeitos estas podem ter sobre as nossas vidas.
Referências:
Veja, 10 de maio de 2006.

quarta-feira, maio 10, 2006

O lápis vermelho de Roquette-Pinto - RadioJornalismo

Com um lápis vermelho na mão, o professor Edgar Roquette Pinto lia atentamente os principais jornais do Rio de Janeiro. As notícias mais interessantes ou fatos curiosos eram sublinhados, tarefa encerrada só depois de virada a última página. Os textos rabiscados eram a fonte de informação para o Jornal da Manhã, uma das primeiras experiências jornalísticas do rádio brasileiro, transmitido, de segunda a sexta, pela Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a PRA-1. O programa não tinha hora certa para começar. Ou melhor, tinha: assim que Roquette-Pinto terminasse a leitura dos jornais impressos. Era o tempo de telefonar para o estúdio da emissora e pedir para o técnico colocar a rádio no ar. O próprio Roquette-Pinto lia as notícias. Mal imaginava que seu método contaminaria as redações.
As reportagens de jornais rabiscadas com o lápis vermelho, com o tempo, deram espaço a laudas com textos de tamanha pré-determinado, e, em alguns casos, de conteúdo também. Era a fórmula da síntese noticiosa que Standard Oil Company of Brazil, do grupo controlado pela família Rockfeller, implantava no país, em mais uma iniciativa de empresas estrangeiras de veicular o próprio nome ao de programas radiofônicos. Em 28 de agosto de 1942, tocaram para a estréia do Repórter Esso na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. “Testemunha ocular da história” – como dizia em sua vinheta – se dava segundo a ótica americana traduzida pelas agências de notícias para o Brasil.
O radiojornalismo no Brasil, historicamente esteve comprometido com questões éticas que até hoje não foram sanadas. Oito décadas depois da “era Roquette-Pinto de jornalismo”, ainda é possível encontrar jornalistas de rádio que têm como “inspiração” jornais impressos. Notícias do dia anterior, que já não chamam a atenção nem dos leitores são reproduzidas em um veículo que tem compromisso com a agilidade. Erro provocado pela falta de pessoal, de tempo, de criatividade e de vergonha na cara. Como experiência, leia os jornais do dia com atenção, depois passeie peças estações de rádio e não se surpreenda se ouvir de algum locutor o mesmo texto. Certas emissoras usam a estratégia para preencher o espaço obrigatório, previsto em lei, dedicado às notícias.
O fato de transmitir notícia não significa que a rádio seja jornalística. É importante que se tenha isso em mente para que o cidadão não seja enganado. Jornalismo pressupõe compromisso com a verdade, prestação de informação relevante ao ouvinte - ou o leitor, telespectador, o internauta – e o debate de idéias, entre outros conceitos. A reprodução de notícias sem a devida apuração – como é feito em boa parte das emissoras de rádio, é exemplo de falta de ética. Pode ser chamada de cópia, plágio ou pirataria. Jamais de jornalismo.

Jung, Milton .Jornalismo de Rádio.São Paulo: Contexto, 2004. – (Coleção Comunicação)

terça-feira, maio 02, 2006

Jornalismo na net

Por Camila Jacob

Uma breve consulta ao Google (uns dos mais procurados sites de busca da internet), pelo termo Jornalismo on-line, e pronto! São 712 mil artigos (só na língua portuguesa) falando do assunto. Pelo menos até este instante: 10:00h de 01/05/2006.

O potencial da Web em agregar e disponibilizar informações todos já conhecem. Entretanto, quais destas informações são consideradas notícias? Quais são suas fontes? Quais são suas características? Para qual público elas são feitas? E qual a sua real participação no jornalismo do séc. XXI? Estes são apenas alguns dos questionamentos a cerca de um dos temas mais polêmicos e em voga no jornalismo atual.

Para Bernardo Kucinski a tramitação de informações pela rede começou na esfera econômica com a realização de negócios entre diversos países, na chamada “economia virtual” Posteriormente as agências de notícias começaram a usar este meio para a transmissão de dados. O aprimoramento e difusão deste meio configuraram, em seguida, o que hoje chamamos de Jornalismo on-line.

Um breve histórico do fazer Jornalismo on-line, foi bem traçado por Carlos Eduardo Franciscato, na publicação As Novas Configurações do Jornalismo no Suporte on-line. “... a primeira fase seria caracterizada pela utilização de conteúdo produzido originalmente pelo jornal impresso... nesta seriam mantidos aspectos como critérios de apuração, estruturas de texto e enquadramentos desenvolvidos no jornal impresso...”; “... em uma segunda fase há uma produção efetiva no on-line, que predominantemente alcançaria os aspectos do design gráfico, edição voltada para o meio e apresentação de conteúdo original, utilização de hipertexto e interligação entre conteúdos e outros sites (jornalísticos ou não), bem como introduzindo recursos próprios (enquetes, programas de busca etc.)...”; “... a terceira fase se caracteriza pela realização de projetos editoriais especificamente para a internet, o que já é realidade em algumas experiências, embora sem ser uma tendência predominante no meio. Em ambos (2ª e 3ª fase), a atualização dos conteúdos rompe a periodicidade diária e pode ser aplicado dentro de intervalos de tempo bastante reduzidos, praticamente de forma contínua.”.
Vivemos hoje o Jornalismo on-line mostrado, na segunda fase, por Franciscato e caracterizado por Kucinski como possuindo “... as informações enviadas continuamente, aos pedaços, ao mesmo tempo em que estão acontecendo”, a velocidade destas notícias se torna mais importante que sua precisão, contextualização e interpretação.
Para Ricardo Luis Nicola, hoje pós-doutor nesta área, estamos longe de chegar ao desejado jornalismo on-line, a maior parte de seus entrevistados não lê os jornais na rede, ele acredita que “O fato de os jornais de circulação nacional estarem na Internet não significa que se faça jornalismo on-line... Trata-se, na realidade, de suporte, de um banco de dados.”.
Delimitar e focar melhor o público alvo, minimizar a “exclusão digital”, promover uma maior viabilidade financeira das sites de notícia, realizar projetos editorias específicos para a internet, trabalhar melhor a notícia, entre outras coisas, poderão não transformar o Jornalismos on-line em unanimidade, mas seguramente o tornará realmente vivo em nosso dia-a-dia.

Referencias:
KUCINSKI, Bernardo. Economia virtual e jornalismo on-line. In: Jornalismo na era virtual: ensaios sobre o colapso da razão ética. São Paulo: Editora UNESP, 2005.

Jornalismo on-line ainda engatinha
Pesquisador conclui que noticiário na Internet está longe de ser unanimidade. Jornal da Unicamp. Disponível em: <http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/
ju/setembro2002/unihoje_ju189pag5a.html> Acesso em: 01/05/2006.

As novas configurações do jornalismo no suporte on-line. Revista de Economía Política de las Tecnologías de la Información y Comunicación. Vol. VI, n. 3, Sep. – Dec. 2004. Disponível em: <www.eptic.com.br/Franciscato.pdf> Acesso em: 01/05/2006.

segunda-feira, abril 24, 2006

Projeto é vetado, mas a luta continua

Jornalistas ainda discutem a criação do Conselho de Jornalistas
Adriana Mitre

A criação de um conselho já vem sendo estudada e discutida há alguns anos entre os jornalistas. Depois de algumas tentativas frustradas de registro dos profissionais, que não pelas DRTs(Delegacias Regionais do Trabalho), os debates para criação do conselho acabaram ganhando apoio suficiente no Congresso Nacional de Jornalismo para a elaboração de um projeto.
Embora tenha conseguido apoio de parlamentares e de instituições como a OAB, muitas críticas começaram a ser feitas e divulgadas nos principais meios de comunicação do país. Alegavam que a criação de um conselho acabaria com a liberdade de imprensa. De acordo com o que diziam, o projeto era uma tentativa de cercear a imprensa pelo Governo Federal. O projeto de lei foi votado e rejeitado, sem nenhum debate público.
É importante dizer, no entanto, quais as verdadeiras intenções da criação deste conselho. Apesar da profissão jornalística possuir um código de ética, este não é devidamente respeitado pelos profissionais. É como se os meios de comunicação (empresas) possuíssem suas próprias regras e não fosse necessariamente importante a utilização da ética. De acordo com o projeto, o conselho ficaria responsável pela regulamentação dos profissionais que deveriam, como um dos pré-requisitos, respeitar à ética profissional.
Outros pontos interessantes do projeto envolvem a melhoria das condições dos jornalistas que terão um piso salarial e carga horária estipulada, a normatização dos estágios e a colaboração no aperfeiçoamento dos cursos de jornalismo. O conselho servirá de proteção ao jornalista responsável que não aceitar imposições de chefes e patrões que firam a ética profissional.
O projeto, em vários momentos, destaca a importância da liberdade de imprensa e também especifica a não vinculação do CFJ (conselho federal de jornalismo) com entes estatais. É importante lembrar que a sua principal defesa, o conselho de ética, diz basicamente três coisas: informação é um direito do cidadão; o jornalista tem obrigação de checar as informações antes de divulgá-las; em questões controversas, ambos os lados devem ser ouvidos e suas versões divulgadas em igualdade de condições.
Alguns jornalistas, que são contrários à criação do conselho, muitas vezes desconhecem o projeto ou apóiam os interesses das empresas de comunicação por motivos individualistas. Interesses esses que não convergem com a idéia de pagamento de salários dignos aos jornalistas, ou ainda a idéia de divulgação da informação na íntegra.
Mesmo com as dificuldades apresentadas, muitos jornalistas não desistiram da criação do CFJ e estão dispostos a manter as discussões. Novos debates serão realizados no próximo Congresso Nacional de Jornalismo que ocorrerá em Ouro Preto, entre os dias 5 e 9 de julho. O projeto em si pode ser verificado no site da FENAJ, assim como outras informações.

domingo, abril 23, 2006

O jornalismo empresarial

O jornalismo empresarial é atualmente uma atividade crucial a empresas e entidades, sejam elas públicas ou privadas. Vem aos poucos se profissionalizando e também alçando novos mercados.
Uma vez em que a sociedade não vê mais a empresa como agente exógeno a ela, e sim como um órgão dotado de responsabilidade social, o jornalismo empresarial desempenha a função de que essa sociedade saiba que suas reivindicações estão sendo atendidas. Muito além de uma “house organ”, como era denominada tal atividade, está hoje no cerne de toda a comunicação estratégica das principais empresas. O professor James Grunig, da universidade de Maryland, nos Estados Unidos, defende em seu livro “Excellence in Public Relations and Communication Management” que a responsabilidade social é tida como essencial a qualquer empresa, e mais de dois terços da população do seu país já procuram empresas que se destaquem nessas atividades.
Não só na promoção de programas sociais, bem como de questões ambientais e em outros assuntos, o jornalismo numa empresa é responsável por promover a transparência e confiabilidade, requisitos fundamentais no mercado competitivo globalizado. Segundo Miguel Jorge, vice-presidente de Assuntos Corporativos do Banco Santander, o jornalismo empresarial é um dos importantes serviços de apoio à promoção da empresa na atualidade e requer, portanto, jornalistas com uma visão ao mesmo tempo global dos processos que envolvem a comunicação empresarial como necessita de especialistas nos assuntos relativos aos negócios da empresa.

quarta-feira, abril 19, 2006

Telejornalismo


Andréa Miranda da Silva

As funções jornalísticas na televisão estão entre as mais glamourosas da profissão de jornalista. Por isso, muitos dos jovens estudantes sonham em entrar para este mercado e alcançar postos de destaque como os de repórter e apresentador. Todo esse glamour deriva de características que podem, ou não, ser verdadeiras a respeito da realidade desse meio, como a popularidade, a ligação com o poder, os altos salários, uma vez que são superiores aos dos profissionais dos meios impressos e do rádio e a possibilidade de conhecer o mundo todo. Não importa o quanto se enfatize que o poder e a responsabilidade estão em grande parte nas mãos de produtores e editores é difícil convencer-nos a não nos deslumbrarmos com o fato de aparecer na TV para milhares de pessoas.
Para alcançar posições de destaque não basta ter um rosto bonito, uma voz agradável e alguma preparação técnica. Exige-se conhecimentos especializados e uma constante atualização.
O jornalista deve conhecer os detalhes do funcionamento da televisão para que se sinta seguro ao desenvolver seu trabalho e empregar mais corretamente e com maior eficiência as potencialidades do veículo. Sentindo-se seguro, bem informado e conhecendo algumas maneiras de transmitir essas qualidades ao telespectador o repórter ou âncora ganha credibilidade junto ao público.
Com o aumento do número de jornais e de formatos, a capacidade de quem os assiste em diferenciar aquele que fala com convicção, mostrando que domina o assunto, e aquele que apenas lê o que outros escreveram foi incrementada, mesmo que essas leituras sejam aceitas no caso de uma reportagem ao vivo e não planejada, como nos acontecimentos de última hora ou nos “furos” de reportagem.
Normalmente, são os repórteres experientes os escolhidos para assumir o cargo de âncora ou de apresentador e, grande parte deles, tiveram um aprendizado de bastidores no jornalismo impresso ou no rádio. Esses cargos vem ampliando-se, uma vez que, a tendência é reduzir o número de locutores e substituí-los por aqueles que apresentam desenvoltura e segurança frente as câmeras, sabendo ter uma postura adequada para aparecer bem no vídeo, usar o “tele-prompter” (equipamento que faz com que o texto a ser apresentado seja escrito na tela da câmera para qual o apresentador se dirige, transmitindo a sensação de que ele não está lendo), manter a atenção do telespectador e a tratar adequadamente entrevistados que ignoram as perguntas ou fogem do assunto.
Ninguém alcança postos de destaque, principalmente em um meio tão concorrido, sem uma formação cuidadosa, uma prática adquirida ao longo do caminho e, muita dedicação e paixão pela profissão.

Referência: YORKE, Ivor. Jornalismo diante das câmeras.

domingo, abril 16, 2006

Caríssimos...

Nós, alunos do 1º período de Comunicação Social UFMG 2006/01, apresentamos a nova edição do blog sobre o campo de atuação do jornalismo e convidamos (com expectativa e entusiamo) vocês a percorrerem conosco este universo.

Viajaremos e encontraremos o Jornalismo de qualidade na Web, na Tv, no Rádio, nas Revistas, na Empresa e, finalmente, no clássico Jornal Impresso.

Objetivamos, com as alterações realizadas nesta edição, alterar o foco do blog em relação aos anteriores. Não pretendemos abordar a história do jornalismo, mas sim, enfatizar a profissão no contexto atual.

Para tal, começamos mudando o nome do Blog. O "Profissão Jornalismo" agorá é "Jornalismo [ATUAL]". Apesar de possuir uma só "alma", o Jornalismo possui várias faces e passa a ser feito não apenas para o caro leitor, mas também, para o ouvinte, telespectador e internauta.

O Jornalismo renova e inova a todo momento.
E é ele nossa inspiração!

Registre seus comentários, críticas, sugestões.
É presença e participação de vocês a nossa motivação!

Até breve...